“Vou contar cada cicatriz em meu corpo, vou limpar todo o sangue e secar cada lágrima. Para não sentir sua falta vou lembrar de todas as vezes que você me fez querer morrer, me olhar no espelho e odiar o que me tornei. Vou encher minha mente de novas coisas, e meu coração de novas pessoas até não sobrar nenhum espaço para você. Vou forçar você a sair daqui de dentro até sobrar apenas eu… ou seja, nada. Vou fingir que não sinto falta de conversar com você até amanhecer, de sentir o coração batendo forte toda vez que você me chamava. Vou ficar cada dia mais forte, até aprender a respirar sem você. Vou acordar todo dia com vontade de morrer até aprender de vez que não vale a pena sofrer por ninguém, nem mesmo por você. Mas enquanto isso vou lembrar do teu jeito bobo, como sabia fazer eu me sentir especial ainda que de um jeito diferente. Esquecer até mesmo como você me fazia sorrir no meio do dia, dançar pela casa e até pensar que tudo poderia acabar bem. Vou substituir as lembranças boas por aquelas das noites em que chorei até a alma parar de doer… ou o corpo desistir. Vou me convencer de que não era para dar certo, e nunca vai dar. Vou sufocar esse amor de brincadeira, feito de ilusões e promessas que nunca vão ser cumpridas. Só não prometo que vou esquecer você porque isso sei que não consigo.”
— Mas eu não sei te deixar ir. [Criminal-letters]
via criminal-letters (originally criminal-letters)




